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domingo, 4 de junho de 2017

Diário da Pós-Graduação Vol. 1


De fato, a importância da escrita é inegável, fazer o uso das palavras para expor suas ideias ou simplesmente para desabafar sobre as desventuras do nosso cotidiano faz muito bem. Estou cada vez mais adepto a essa prática que por deveras vezes foi a razão das minhas alegrias. Hoje, utilizarei as palavras para relatar um pouco do que aprendi em cada uma das disciplinas que cursei até então no curso de Especialização em Informática Aplicada a Educação do IFFar Campus Santo Augusto. Para tal, vou atribuir o título de “Diário da Especialização” para todos os textos relacionados ao assunto, como este é o primeiro deles chamarei de Volume 1. Pois bem, sem mais delongas vamos começar.

Ambientes Virtuais de Aprendizagem e Internet
Nesta disciplina foram trabalhados conceitos sobre AVA (Ambiente Virtual de Aprendizagem) e suas potencialidades no ensino, especialmente no Ead, onde nos deparamos com uma modalidade de ensino onde a aprendizagem ocorre de forma diferente, conhecemos as peculiaridades dos professores e tutores que atuam nessa área, além de traçar um perfil do aluno da educação a distância e entender quais seus anseios e necessidades na utilização do AVA. A disciplina foi uma oportunidade para conhecer e explorar os recursos do Moodle, plataforma utilizada nos cursos a distância do IFFar, lá é possível desenvolver questionários, criar fóruns de discussão e outras atividades que visam facilitar o aprendizado do aluno e o processo de avaliação por parte do professor. Trabalhamos também o conceito de REA (Recursos Educacionais Abertos) que são materiais com finalidades pedagógicas que estão sob o domínio público ou que possuam uma licença aberta e que podem ser utilizados, modificados e distribuídos. Utilizando a temática dos REA, exploramos as licenças Creative Commons que fornecem uma série de requisitos para utilização, reutilização e distribuição do conteúdo disponibilizado na rede. Para finalizar a disciplina foram criados alguns recursos educacionais abertos onde cada um deles foi licenciado utilizando as licenças Creative Commons.
Concluindo, a disciplina proporcionou a reflexão sobre Ead e os recursos utilizados nesta modalidade de ensino. Neste sentido, vale ressaltar a presença do conceito de sala de aula invertida e de como sua utilização pode potencializar o Ead.

Fundamentos em Mapas Conceituais
Nesta disciplina, exploramos a criação de mapas conceituais para potencializar a aprendizagem e dinamizar a socialização do conhecimento. Para isso, realizamos o estudo do artigo “Termo, conceito e relações conceituais: um estudo das propostas de Dahlberg e Hjorland” que aborda o tratamento da informação considerando a visão positivista e pragmatista e suas implicações na representação do conhecimento. Posteriormente, utilizamos a ferramenta CmapTools para construção de mapas conceituais sobre o conteúdo do texto.
Concluindo, a disciplina proporcionou uma reflexão abrangente sobre como representar a informação e o conhecimento construído através dela.

Introdução a Informática e Software Livre
Nesta disciplina, debatemos sobre as diferenças entre software livre e software proprietário, apontando as funcionalidades de cada um e as políticas de uso utilizadas por cada um deles. Tivemos a oportunidade de conhecer distribuições Linux através da execução das mesmas em máquinas virtuais e com isso explorar o potencial de utilização das mesmas na educação.
Enfim, pensar sobre software livre na educação é buscar formas de trabalhar com uma tecnologia que prega a liberdade do usuário que por sua vez pode ajudar a melhorá-la, não é uma tarefa fácil mas à medida que as iniciativas com o uso do SL crescem desmistificamos a ideia de que apenas usuários experientes podem aderir ao software livre e que o mesmo oferece oportunidades a todos desde que tenham interesse.

Internet e Aplicações na Nuvem
Nesta disciplina, aprendemos conceitos sobre computação na nuvem e as possibilidades da sua utilização na educação. A ideia de “está tudo na nuvem é só buscar e utilizar” é um dos destaques da disciplina já que realizamos pesquisas e testamos diversas ferramentas com potencial pedagógico. Dentre as ferramentas apresentadas no seminário final estão:
·         Pixton (https://www.pixton.com/);
·         Calaméo (https://pt.calameo.com/);
·         Nearpod (https://nearpod.com/);
·         TimeToast (https://www.timetoast.com/);
·         GoConqr (https://www.goconqr.com/pt-BR/);
·         PowToon (https://www.powtoon.com/);
·         Mindmeister (https://www.mindmeister.com/pt/);
·         Snapchat (https://www.snapchat.com/l/pt-br/);
·         ToonDoo (http://www.toondoo.com/).
Concluindo, a disciplina ressalta a importância de buscar novas formas de ensinar e integrar as tecnologias a sala de aula, tornando a aula um espaço onde os jovens vejam que a tecnologia não é apenas entretenimento.

Educação e Redes Sociais
Nesta disciplina revemos o conceito de educação e refletimos sobre a utilização das redes sociais na educação (Como? Quando? Por quê?), além de tratarmos sobre as imagens do conhecimento, além da exploração de diversas redes sociais para observar seu potencial pedagógico. Posteriormente, debatemos sobre as Comunidade de Prática (CdP), explorando seu potencial na educação proporcionando um desenvolvimento profissional do docente e de todos os envolvidos. Após a leitura dos artigos “Comunidades virtuais de prática: um espaço para formação permanente de professores” e “Dos ambientes de aprendizagem às comunidades de prática” destaco algumas afirmações pertinentes ao tema que refletem os professores integrantes das CdP e os requisitos para que as comunidades funcionem:
·         Comunidades de prática são espaço onde um grupo de pessoas tem um interesse em comum e aprendem sobre ele através de interações e troca de informações;
·         SOMENTE professores inquietos, que pesquisam e refletem sua prática podem criar metodologias que envolvam os alunos;
·         Em uma era de conexão e abundância de conhecimentos a abordagem instrucionista dos AVA não atende mais as demandas propostas;
·         O tratamento da informação e a forma de interação e comunicação dos sujeitos das comunidades influencia diretamente no modo pelo qual o conhecimento será construído e socializado;
·         A CdP necessita de pessoas comprometidas em estabelecer relações e primar pelas melhores práticas.
Enfim, o estudo das redes sociais e das CdP forneceu subsídios para que uma comunidade acerca da realidade de cada um pudesse ser pensada para potencializar os processos educativos que ocorrem naquele espaço promovendo a construção do conhecimento e mais que isso, aprendizagem social.
Considerações finais
        Para encerrar esse primeiro relato, quero deixar um trecho que escrevi e que se aplica as disciplinas do curso de especialização e também a todo nosso aprendizado enquanto sujeitos na sociedade. Não há produção de conhecimento sem conexão/interação. A troca de informações continua sendo a melhor forma de aprender, pois a interação constante dos sujeitos que compartilham seus conhecimentos e refletem sobre suas práticas, fornece subsídios para que os envolvidos no processo tenham as mesmas condições de aprendizagem, fazendo com que todos aprendam mais e aprendam sempre. (J.A.W.).”

Até a próxima. Abraços!